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Queda no Preço da Celulose em 2025: O Que Isso Significa para o Setor de Embalagens?

29 de Agosto de 2025



O mercado global de celulose vive um momento de intensa movimentação em 2025. Após a imposição de tarifas alfandegárias por parte dos Estados Unidos, os preços internacionais dessa commodity sofreram oscilações importantes, com reflexos diretos em toda a cadeia produtiva de papel e embalagens.

Mas afinal, por que os preços caíram e o que isso representa para empresas que dependem da celulose?

O impacto das tarifas norte-americanas


Em julho, a política tarifária do governo norte-americano trouxe mudanças significativas. A imposição de 15% sobre a importação de celulose da União Europeia e a manutenção de 10% sobre a celulose sul-americana alteraram o equilíbrio global de oferta e demanda.

O resultado foi uma queda de preços nos EUA, acompanhada também pela Europa e pela China. De acordo com dados da Natural Resources Canada, a tonelada de celulose de fibra longa (NBSKP) caiu para cerca de US$ 1.105 nos EUA, US$ 1.510 na Europa e US$ 1.730 na China, valores bem abaixo do início de 2025.

Consumo em baixa e estoques elevados


Na Europa, os estoques de celulose aumentaram nos portos, enquanto o consumo caiu nos primeiros sete meses de 2025 — cerca de 5,3% menor em relação ao mesmo período de 2024. Esse cenário de menor demanda pressiona ainda mais os preços.

Nos EUA, a redução foi sentida de forma mais lenta, mas também consistente, enquanto a China aproveitou para comprar celulose a valores mais competitivos, garantindo vantagem frente aos concorrentes.

Reflexos no Brasil


No Brasil, os fabricantes nacionais sentiram a pressão: o preço da celulose de fibra curta (BEK) recuou para US$ 1.060 por tonelada em agosto, 5,1% abaixo do mês anterior. Ainda assim, vender para os EUA segue sendo mais vantajoso do que negociar com a China, onde os preços chegaram a US$ 494 por tonelada.

Já o setor de papéis de embalagem mostrou estabilidade. Os preços internos se mantiveram firmes, influenciados pela demanda consistente no país, mesmo diante das turbulências internacionais. Isso representa uma oportunidade para empresas brasileiras que produzem embalagens sustentáveis com base em papel reciclado e celulose nacional.

O que isso significa para o futuro?


A queda dos preços internacionais traz desafios, mas também oportunidades. Para empresas que utilizam celulose em embalagens sustentáveis, o momento pode significar redução de custos de matéria-prima, favorecendo investimentos em inovação e expansão.

Por outro lado, a instabilidade cambial e a dependência do mercado externo exigem atenção redobrada. Estratégias de economia circular, maior aproveitamento de fibras recicladas e otimização da logística tornam-se diferenciais ainda mais estratégicos.

Conclusão


O cenário de 2025 mostra que o mercado global de celulose segue altamente sensível a políticas comerciais e variações de consumo. Para o setor de embalagens, especialmente o sustentável, o desafio é transformar essa volatilidade em vantagem competitiva.

Na Paper Green, acreditamos que unir tecnologia, inovação e responsabilidade ambiental é o caminho para enfrentar momentos de incerteza e construir soluções que beneficiem tanto as empresas quanto o planeta.

Deseja entender mais sobre como essas mudanças impactam o setor de embalagens sustentáveis? Continue acompanhando nosso blog e descubra como transformar desafios em oportunidades.

fonte: O Papel

 
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